Nome: Paulo Araujo
Endereço eletrônico: paulocezararaujo@ig.com.br
Título: A Subjetividade e o Homem Como Ele é
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A subjetividade é qualidade ou caráter do subjetivo. O subjetivo significa aquilo que pertence ao pensamento humano em oposição ao mundo objetivo. A educação e as vivências determinam um "modus pensandi", que através de um "modus operandi" se exterioriza em um "modus vivendi". A pessoa é aquilo que ela pensa. Ela pensa aquilo que ela sabe. Ela sabe aquilo que a ela foi ensinado. O que a ela foi ensinado está de acordo com o programa disciplinar imposto pelo Sistema Teo-científico-político-pedagógico. Ora, "Saber é Existir". A existência daquela pessoa é o estado objetivado de seu pensamento..
Estar atento à subjetividade é fiscalizar o laboratório onde a matéria-prima é o conceito que modela o pensamento que se transforma em ação. Tornar metafísico o conceito de homem, corrige as distorções impostas pela Teologia Escolástica da Tradição Sacerdotal e determina o crescimento espiritual mediante a espiritualidade do pensar até que, finalmente, nossa ação revelará a presença de uma consciência individual pensando com realismo.
Escreveu a Sr. Mary Baker Eddy, em seu livro "Ciência e Saúde": "É o falso testemunho do errôneo sentido material, de que haja mente na matéria, que esse conceito errôneo produz, segundo a crença, um estado subjetivo da mente mortal ao qual essa mesma mente, assim, denominada, chama matéria, excluindo desse modo o verdadeiro conceito de Mente".
Ora, sabemos que não existe mente na matéria, portanto, esse estado subjetivo da mente mortal, também, não tem existência real, mas enquanto perdurar a crença de que exista mente na matéria, esse estado subjetivo parecerá real.
Na fase da crença em que as qualidades de transição, do material para o espiritual, tornam-se evidentes, surgem os "livres-pensadores". É aí, que o subjetivo e a subjetividade tornam-se mais receptivos para rever e redefinir os conceitos que ali são abrigados.
À medida que, o subjetivo cede à espiritualização dos conceitos, os pensamentos se renovam aproximando-se mais do real. E, ao transformarem-se em ação revelam um caráter mais puro e elevado.
O Apóstolo Paulo nos exorta a buscarmos a transformação de nossas mentes para que experimentemos a boa vontade de Deus, mas, para isto, é-nos também exortado que entreguemos os nossos corpos por sacrifício (sacro + ofício) vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional. Ora, Paulo está revelando que o nosso corpo é o nosso "culto racional", que significa "raciocínio cultivado", que nada mais é que o sacro-oficio ou "estado subjetivo e sua subjetividade".
Os conceitos que a Ciência do Ser emite, ao serem partes integrantes e ativas do nosso sacro-ofício ou "raciocínio cultivado" ou, ainda, "estado subjetivo", a transformação de nossas mentes, dar-se-á sem dor, sem sofrimentos, sem angústias e, então, e somente, então, a nossa subjetividade revelará e identificará em nós, o Homem à imagem e semelhança espiritual de Deus..
PS.: Capítulo de livro inédito e intitulado, "Do Engajamento à Transcendência" de autoria do Médico Paulo Araujo.
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